Sou palavra,
morta,
vazia e oca,
que se perde entre frases.
Sou texto sem autor,
composição desprovida de senso.
Sou nada,
feito de muitas coisas,
sou um pouco de tudo,
de todos.
Letra afogada num oceano de verbos,
solitária na incessante busca do que não encontro.
sábado, 12 de abril de 2008
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