sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

o manto gelado da poesia...

soprava um vento gelado,
e no teu abraço eu me envolvia...
um momento de inspiração...
divino... cheio de magia...

mas afinal nada mais era que a saudade,
que num vazio, me feria a alma,
e esse instante, sem sentido,
transformou-se num momento de calma...

libertei-me nas palavras,
soltei nelas o poder que possuía,
e num deleite para a alma,
surgiu a mais pura poesia...

formaram-se versos de vida,
em acordes de amor...
ecos de um corpo que gritava,
num deserto sem cor...

e permaneci, envolta em palavras etéreas,
em fragmentos de uma paixão,
num manto branco que cobriu a vida,
num sonho... numa doce ilusão...

mas eu, afinal... jamais sozinha...
porque na solidão, como companhia,
restou sobre o meu coração,
o manto gelado da poesia...

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