Vou ao meu paraíso, ter o mar como testemunha e o luar para te contemplar…
Aparece, quero-te ver, quero-te sentir, quero-te poder dizer o que estou a sentir…
É nesse mar sem ondas... é nessa praia deserta ao anoitecer, que encontro no silêncio o amigo que nunca me trai; o que ouve e não dá respostas; o que aconselha sem falar; o que abraça sem braços.
As ondas vão e vêm com a mesma segurança, numa coreografia assimétrica, desfazendo as pegadas que deixei na areia.
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